domingo, 17 de maio de 2015

entrevista com a professora Juliana Minaré

entrevista com a professora Juliana Minaré 1- A capacitação de professores passou por mudanças para a inclusão de deficientes? R- Infelizmente muitos professores da rede pública não estão capacitados para trabalhar com a demanda das deficiências que chegam às escolas. Alguns professores têm interesse em realizar cursos, mais é uma minoria. 2- O professor de sala regular é diferente de professor de educação especial? R- Os professores são diferentes sim, O professor de educação especial tem uma visão diferenciada de como lida com cada deficiência, trabalha para que aquele aluno consiga aprender com estimulações diversas. 3- O professor inexperiente sente insegurança em relação às práticas pedagógica com alunos que tenha alguma deficiência? R - Sim com certeza. O professor fica inseguro por não saber a melhor forma de trabalhar com o aluno, automaticamente esse aluno vai ficar de “escanteio” em relação à aprendizagem dos outros alunos. 4-Existe resistência das escolas em receber alunos deficientes? R- Em algumas escolas os alunos com deficiências não são aceitos é por falta de um profissional especializado e falta de adequação do próprio espaço escolar para receber essas crianças? 5-As escolas já se encontram preparadas para receber estes alunos? R- Algumas, mas mesmo assim são poucas as escolas, não chega a ser suficiente para ajudar o aluno normalmente o atendimento para alunos especiais é feito em duas etapas, uma ou duas vezes por semana durante uma hora ou esse aluno fica com um ‘’cuidador’’ sem experiência necessária para ajudá-lo ou estimulá-lo, sem contar que muitas precisam ainda se adaptar para as crianças se locomover sem dificuldades. 6-Existe o papel certo da família para ajudar no processo educativo desta criança? R- As escolas tentam fazer com que os pais participam do processo educativo, mais nem sempre temos bons resultados por falta da participação dos mesmos, (tem pais que tem vergonha de seus filhos onde não colabora e participam). 7-Se acha preparada para trabalhar com crianças especiais? R- Estou preparada com certeza, tenho um total de sete (7) pós graduação incluindo braile, deficiência mental, psicopedagogia, AEE, sem falar da minha experiência e a prática de sete (7) anos trabalhando na APAE. 8-Teve uma formação mais especifica para desenvolver esse tipo de trabalho? R- Todas as pós graduação que fiz foi voltadas para educação especial e mental, e tenho ainda formação em braile para trabalhar com deficientes visuais. 9-Concorda que salas com alunos especiais a turma deveria ser menor? R-É lei que a sala tenha menos alunos se tiver alunos especiais na mesma, assim o professor tem condição de atender a demanda de cada aluno presente na sala com algum tipo de deficiência. 10-Existe uma maneira de saber se este aluno especial esta apto a frequentar uma sala de aula? R- Para isto existe sim, a criança passa por uma avaliação pedagógica e psicológica, independente do aluno estar apto ou não para frequentar a escola, fica a critério dos pais. Os pais podem exigir que ele fique ou não na escola comum mesmo sem estar apto. As maiorias dos pais não aceitam os filhos em uma escola especial... Ex: APAE (existe o preconceito por parte dos próprios pais ‘vergonha’). 11-Como é tempo da aprendizagem do aluno deficiente, mais demorada ou igual das outras crianças? R-A aprendizagem é mais lenta com certeza, trabalhamos seguindo rotinas, revisão e repetição diariamente para que o aluno consiga absolver o Maximo possível do aprendizado. Somente trabalha nessa profissão especial quem realmente ama o que faz e qualquer coisa que o aluno especial aprende para nós professores é uma grande vitória por mínimo que seja a absolvição desse aluno por isso amo cada um delesolverem o que acham melhor para o desenvolvimento de seu filho

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